A MÃE DA MÃE DA MENINA - espetáculo virtual

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Nova produção do Projeto GOMPA, A Mãe da Mãe da Menina traz diferentes visões de três gerações interpretadas por Sandra Dani, Liane Venturella e Laura Hickmann. Dirigida por Camila Bauer,, Ruth (Sandra), Marta (Liane) e Júlia (Laura) tornam o espectador cúmplice de seus desejos e frustrações. Mãe, filha e neta revelam percepções sobre cuidados, amor e laços familiares permeados pelo tempo que lhes atravessa e pelos não-ditos que caracterizam essas relações. 

 

Foram nove meses de trabalho e mais de 40 horas gravadas. As entrevistas e provocações dramatúrgicas de Lígia Souza levaram Camila Bauer, Clóvis Massa e Liane Venturella à outra imersão. Junto com o montador Mateus Ramos, eles selecionaram a narrativa que concebe o roteiro final. 

 

 A equipe é formada por conhecidos nomes que compõem uma extensa rede de profissionais. Álvaro RosaCosta e Simone Rasslan assinam a trilha sonora. A iluminação é de Ricardo Vivian. Responsável pela direção de fotografia, o cineasta Lucas Tergolina traz a colaboração artística para a linguagem audiovisual, junto a Mateus Ramos e Humberto Ferreira. A versão virtual traz ainda a participação da OVNI Acessibilidade Universal com Celina Xavier como intérprete de libras. 

 

Com produção artística de Camila Bauer (Projeto Gompa) e Letícia Vieira (Primeira Fila Produções), A Mãe da Mãe da Menina faz parte do projeto A Avó da Chapeuzinho, contemplado no edital nº 12/2019 FAC Movimento Pró-Cultura/SEDAC RS, que também conta com o curta-metragem Três Tempos, dirigido por Lucas Tergolina (Azeitona Filmes), com finalização prevista para 2021. 

PRÊMIOS

 

Pró-Cultura RS FAC

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FICHA TÉCNICA

 

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Direção: Camila Bauer;
Elenco: Sandra Dani, Liane Venturella e Laura Hickmann;  
Roteiro: Camila Bauer, Clóvis Massa e Liane Venturella;

Provocações Dramatúrgicas: Lígia Souza;
Roteiro: criado a partir de improvisações das atrizes Sandra Dani, Liane Venturella e Laura Hickmann;
Produção Artística: Letícia Vieira e Camila Bauer;
Coordenação de Produção: Letícia Vieira;
Iluminação e Instalação Visual: Ricardo Vivian;
Orientação de Figurino: Fabiane Severo;
Trilha Sonora Original: Álvaro RosaCosta e Simone Rasslan;
Técnica de Som Direto: Mina Serviços de Audiovisual/Raysa Fisch;
Desenho de Som e Finalização de Som: BlacknoAr;
Tradução e Interpretação em Libras: Celina Xavier
 Produção de Acessibilidade: OVNI Acessibilidade Universal;
Colaboração Artística e Direção de Fotografia: Lucas Tergolina;
Assistência de Direção Audiovisual: Henrique Schaefer;
Produção Executiva: Isadora Pillar;
Operador de Câmera: Mateus Ramos e Lucas Tergolina;
Assistente de Câmera: Eduarda Alves;
Montagem: Mateus Ramos;
Finalização de Vídeo: Humberto Ferreira;
Design Gráfico: Jéssica Barbosa;
Assessoria de Imprensa: Léo Sant´Anna;
Mídias Sociais: Pedro Bertoldi;
Apoio: Casa na Chácara, Cia. Stravaganza, Fermentô, Locall e Magazzino di Carol;
Produção: Primeira Fila Produções
Coprodução: Azeitona Filmes;
Realização: Projeto GOMPA;
Financiamento: Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul - Projeto 'A Avó da Chapeuzinho, selecionado no Edital SEDAC nº 12/2019 FAC Movimento/ Pró-Cultura RS/ SEDAC RS.

Agradecimentos especiais às mulheres entrevistadas para este projeto: Alice Urbim, Ana da Silva Saldanha, Ana Maria Butelli, Célia Ferraz da Rosa, Edla Elane Bauer, Ester Golandinski, Fátima Cesarini, Gisele Hiltl, Isolina Oliveira de Souza, Juliana Sibemberg Nedir, Lia Venturella, Maria da Glória dos Santos, Priester, Marilene Caselani Roos, Monica Blaya de Azevedo, Pedrolina Dutra da Silva, Venina Carneiro e Vera Santos.

Duração: 71 minutos
Classificação etária: livre
Com intérprete de libras

TEASER

IMPRENSA

CRÍTICAS

Antônio Hohlfeldt - Jornal do Comércio

Diferentemente do espetáculo anterior, contudo, em que a pesquisa - incluindo entrevistas com diferentes mulheres - foi o material de partida para o desenvolvimento de um roteiro de ficção, aqui a diretora Camila Bauer, a partir de um roteiro dela mesma, de Clóvis Massa e de Liane Venturella, levantam os panos da criação e trazem à cena, mesmo que a figura de Ruth Souza não apareça frente à câmara, o processo de concretização do trabalho, a partir daqueles mesmas entrevistas com múltiplas mulheres anônimas, a que se somam provocações junto às três atrizes, no que resulta um espetáculo inovador, esteticamente, e contundente, do ponto de vista comunicacional, porque as atrizes/personagens são levadas a recordar, a improvisar, a depor, além de interpretarem, enquanto atrizes. Porque é claro que elas estão realizando uma performance, isto é, um espetáculo (neste sentido, uma narrativa artificial): elas encarnam, cada uma, certa personagem que tem nome, profissão, uma identidade bastante bem esboçada. Ao mesmo tempo, na passagem de uma para outra cena, a intervenção da interlocutora/entrevistadora quebra esta artificialidade e provoca reflexões cuja expressão se torna ambígua: não mais sabemos se é a fala da personagem ou da atriz. 

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Paulo Gaiger - Esquina Democrática

A narrativa de três mulheres, vó, filha e neta, prende o espectador (ou telespectador?) do começo ao fim. Das coisas que nunca foram ditas, dos sentimentos retidos, dos olhares desviados, do amor inconcluso, dos ressentimentos sem comunicação, das janelas que fecham sem mais, do pedido de desculpas entalado, do perdão postergado, de fugas pra ali ou pra acolá, dos sorrisos ocos. Silêncios que escondem, no fundo e nas margens, o amor imenso, a alegria tanta e a gratidão. Nada como uma conversa, como conjugar o verbo ouvir, ouvir com respeito, carinho e sem julgamento. Somos e é para todos nós. Sandra Dani, como avó, Laura Hickmann, como neta, e Liane Venturella, como filha e mãe, dão uma aula suprema de interpretação. Stanislavski, Bergman e Peter Brook aplaudiriam de pé e com os olhos cheios. Novamente, a direção sensível da Camila Bauer. Trilha do Álvaro e da Simone e mais uma equipe genial por detrás.

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