CHAPEUZINHO VERMELHO

Vencedor de seis Prêmios Tibicuera (incluindo Melhor Espetáculo) e dois Prêmios Açorianos em 2017, pela primeira vez no Brasil é encenado o texto Chapeuzinho Vermelho de Joël Pommerat. A obra do autor francês já realizou mais de 800 apresentações na Europa, sendo um dos nomes mais relevantes da dramaturgia contemporânea mundial. A encenação brasileira propõe estética de teatro adulto ao mesmo tempo em que a fábula é pensada também para crianças. Segundo o psicólogo Pedro Lunaris, possui uma linguagem apropriada e envolvente ao mesmo tempo em que deixa certas conclusões a salvo para a leitura dos adultos. Enquanto o narrador conta a história, imagens e sons vão sendo produzidos diante do espectador por meio da dança, da transformação cenográfica, da música e do uso de microfones que permeiam o espetáculo.

Nesta linguagem híbrida, busca-se dialogar com as diversas idades de espectador, construindo um espetáculo com distintas camadas de leitura. A obra propõe-se a ser uma “iniciação ao medo”, como define o próprio Pommerat, na medida em que vemos uma Chapeuzinho que deseja sair de casa e iniciar-se na vida adulta, que tanto lhe fascina e apavora. Depois de muitos alertas da mãe quanto aos perigos da vida e da estrada, a menina acaba defrontando-se com o desconhecido, com tudo o que o caminho e o lobo representam, com este ritual de passagem que o enfrentamento dos nossos próprios medos pode nos propiciar. Segundo o autor, muitas vezes protegemos demais as crianças na tentativa de que elas não sintam medo, buscando evitar ao máximo seu contato com suas limitações e obscuridades. Isso corrobora na formação de adultos com dificuldades de lidar com seus temores, sentindo-se acovardados diante dos riscos da vida. Para Pedro, o teatro é um lugar seguro para que estas experiências possam acorrer, estando a criança protegida pelo terreno ficcional e lúdico que o teatro engendra. Ao sair do espetáculo, ela poderá conversar com seus pais a respeito do que mais lhe tocou, com a segurança de tratar de uma obra de faz-de-conta.

 

O espetáculo propõe o encontro da criança com o risco frente ao desconhecido, tratando de temas como o medo, o fascínio da passagem do mundo infantil ao adulto, a solidão e as relações familiares. São três gerações de mulheres solitárias: a menina, a mãe e a avó. Além destas temáticas, uma segunda camada de leitura é proposta ao público adulto, englobando questões como o abandono, os jogos de sedução, a manipulação e a manifestação de nossas sombras (nossas próprias obscuridades, nossa face mais subjetiva e escondida, mas que também nos caracteriza). É na ruptura destas dualidades que a linguagem do espetáculo se constrói. Para a psicóloga Camila Noguez a peça apresenta possíveis recursos de acesso a medos, coragens e ancoragens conforme a condição e a disponibilidade de cada espectador. Recursos a nós, inclusive, crianças que cresceram.

PRÊMIOS

Indicações:                                       

Troféu Açorianos de Teatro 2017

Melhor Espetáculo 
Melhor Direção 
Melhor Atriz 
Melhor Ator 
Melhor Atriz Coadjuvante 
Melhor Ator Coadjuvante 
Melhor Cenografia 
Melhor Figurino 
Melhor Trilha Sonora
Melhor Iluminação

Troféu Tibicuera de Teatro 2017

Melhor Espetáculo 

Melhor Direção 

Melhor Atriz 

Melhor Ator 

Melhor Atriz Coadjuvante 

Melhor Ator Coadjuvante 

Melhor Cenografia 

Melhor Figurino 

Melhor Trilha Sonora

Melhor Iluminação

Melhor Produção 

9º Prêmio Olhares da Cena

Melhor Maquiagem
Melhor Design gráfico
Melhor Fotografia de Cena
Melhor Trilha Sonora
Melhor Iluminação
Melhor Cenografia
Melhor Figurino
Melhor Atriz coadjuvante
Ator coadjuvante
Melhor Ator
Melhor Direção
Melhor Espetáculo

Troféu Açorianos de Dança 2018

Melhor Cenografia 

Melhor Figurino 

Melhor Trilha Sonora

Melhor Iluminação

Prêmio CENYM 2019

Melhor Preparação Corporal                                                           Em breve

Melhor Qualidade Técnica

Melhor Sonoplastia

Melhor Iluminação

Prêmios:                                      

Troféu Açorianos de Teatro 2017

Melhor Ator Coadjuvante 
Melhor Figurino 

Troféu Tibicuera de Teatro 2017

Melhor Espetáculo 

Melhor Direção 

Melhor Ator 

Melhor Figurino 

Melhor Trilha Sonora

Troféu RBS

9º Prêmio Olhares da Cena

Melhor Direção 

Melhor Ator Coadjuvante

Melhor Trilha Sonora

Melhor Figurino 

 

FICHA TÉCNICA


Texto: Joël Pommerat
Tradução: Giovana Soar
Direção: Camila Bauer
Elenco: Fabiane Severo, Guilherme Ferrêra, Henrique Gonçalves e Laura Hickmann
Direção coreográfica: Carlota Albuquerque
Composição e desenho sonoro: Álvaro RosaCosta
Preparação vocal: Luciana Kiefer
Cenografia: Élcio Rossini
Figurino: Daniel Lion
Iluminação: Thais Andrade
Maquiagem: Luana Zinn
Criação e confecção de máscara: Diego Steffani

Criação e confecção de gobos: Pedro Lunaris
Identidade visual: Jéssica Barbosa
Fotografias: Adriana Marchiori

Teasers: Camino Filmes
Psicólogos colaboradores: Sahaj, Camila Noguez e Pedro Lunaris

Produção: Projeto Gompa e Rococó Produções Artísticas e Culturais
Realização: Projeto GOMPA


Apoio Institucional: Aliança Francesa e Consulado Geral da França em São Paulo

FESTIVAIS

Festival Internacional de Londrina - FILO 2017 - Londrina/PR (2017)

Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha - Itajaí/SC (2017)

BQ(en)cena - Brusque/SC (2018)

Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto - FIT SP 2018 (SP)

Festival Caxias em Cena - Caxias do Sul/RS (2018)

Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte - FIT BH (2018)

Festival Isnard Azevedo - Florianópolis/SC (2018)

Festival Porto Alegre em Cena (RS) (2018)

Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente/SP - Fentepp (2018)

Festival Nacional de Teatro de Chapecó (2019)

Festival Palco Giratório - SESC/POA (2019)

FESTCAL - SP/SP (2019)

FESTIVALE - São José dos Campos (2019)

MOSTRAS

IV Mostra Glênio Peres - Porto Alegre/RS (2018)

Mostra Pirlimpimpim de Teatro - Porto Alegre/RS (2018)

Mostra Espetacular - Curitiba/PR (2018)

Semana SESC de Leitura e Literatura - Cuiabá e Rondonópolis/MT (2018)

Mostra de Teatro SESC Passo Fundo - Passo Fundo/RS (2018)

TEMPORADAS

Porto Alegre/RS (2017)

Recife/PE - CAIXA Cultural Recife (2019)

CIDADES

Porto Alegre (RS), Canoas (RS), Gravataí (RS), Passo Fundo (RS), Florianópolis (SC), Itajaí (SC), Brusque (SC), Londrina (PR), Cuiabá (MT), Rondonópolis (MT), São José do Rio Preto (SP), Caxias do Sul (RS), Presidente Prudente (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Manaus (AM), Chapecó (SC), São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Recife (PE).

PROJETO DE VENDA / PROJECT FOR SALES / PROYECTO DE VENTAS

TEASERS

IMPRENSA

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CRÍTICAS

MARCO VASQUES – CAIXA DE PONTO JORNAL BRASILEIRO DE TEATRO

Chapeuzinho Vermelho foge a todos esses estereótipos e faz o enfrentamento necessário de tratar o olhar infantil com respeito e inteligência. A direção, as atuações, o figurino, o cenário mínimo (...) são organizados com tamanha maestria a compor o universo feérico e terrível proposto pela montagem. (...)

Chapeuzinho Vermelho é um trabalho que nos enche de beleza estética e nos morde com sua vocação crítica. É necessária e imperiosa, nestes tempos funestos, escusos e nefastos, a construção de acontecimentos artísticos nessa grandeza.

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NORA PRADO – ENTREATOS DIVULGA

Traduzida por Giovana Soar e encenada por Camila Bauer, esta versão mais sóbria e densa, potencializa a dimensão sensorial e profunda da história. Um casamento feliz entre texto e encenação que traduz em liberdade poética e força dramática para encantar crianças e adultos. Desde a ambientação sonora, de Álvaro RosaCosta, recebendo a plateia com o barulho da chuva, com ventania, raios e trovões, instaurando suspense na introdução da história até os objetos cênicos jogados de forma lúdica pelos atores.

[...]

Uma delicada, síntese de beleza, inventividade e mistério, que tornam este espetáculo numa das melhores estreias do ano. Prova que teatro infantil de qualidade pode ser feito com elegância, competência e sensibilidade. Os pequenos passaram por estados de suspensão, medo, encantamento e alívio. Os adultos embarcaram na viagem, tão entregues quanto as crianças. Teatro para Toda a Família é uma realidade em Porto Alegre. Parabéns a equipe afinada e bem treinada que faz da ida ao teatro uma experiência incomum e gratificante.

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ANTÔNIO HOHLFELDT - JORNAL DO COMÉRCIO

Por vários motivos, a encenação de Chapeuzinho vermelho, de Joël Pommërat, é um acontecimento na cidade. [...] Contradizendo o que caracteriza a arte teatral - a ação viva a acontecer diante do espectador - todo o espetáculo decorre com a participação de um narrador, que vai desfiando o conto, enquanto os atores como que ilustram o que é narrado. No caso do espetáculo assinado por Camila Bauer, isso deu espaço a uma valorização da coreografia, assinada por Carlota Albuquerque, e excelentemente bem desenvolvida pelos quatro atores em cena. O texto, aliás, é reiterativo, como tradicional num conto oral, afim de que o ouvinte (no caso, o espectador) grave de memória o que se está a dizer. [...]Escrita para uma criança, mas a ser assistida por crianças e adultos, Chapeuzinho vermelho é um excelente trabalho.

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DIB CARNEIRO NETO - PECINHA É A VOVOZINHA

A impressionante encenação da gaúcha Camila Bauer é quase um espetáculo-instalação, por causa da opção por manter em cena uma estrutura metálica vazada, que os atores movimentam coreograficamente de um lado para o outro em plástica harmonia com as intenções da dramaturgia, além do telão ao fundo que exibe o tempo todo imagens abstratas bastante condizentes com o ritmo da fábula. [...] Tiro o chapéu também para a excelente direção de elenco. A diretora não descuidou em nenhum momento da voz e do corpo de seus atores – e como isso tem se tornado raro… 

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Letícia Santos, Rodolfo Kfouri e Vitória Sanches, sob coordenação de Beth Néspoli - PROJETO CRÍTICA COMUM

Se grande parte da força expressiva da encenação está na criatividade e precisão técnica do grupo, é importante frisar que a qualidade começa pela escolha do texto de autoria do francês Joël Pommerat, [...] São muitos os procedimentos criativos que contribuem para ampliar camadas de sentido e sua ambivalência e todos atuam em estreita conexão sobre a percepção do espectador. Não por acaso. Afinal, trata-se de um coletivo de artistas vindos das áreas de dança, música, artes plásticas e teatro que, nessa encenação, trabalharam em processo colaborativo.

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HELOÍSA SOUSA - FAROFA CRÍTICA

Em cena, as atrizes e os atores dançam enquanto a história é narrada. O espetáculo se apropria de uma lógica coreográfica para desenvolver imagens do corpo associadas às personagens. Esse cruzamento entre as artes do corpo e as artes visuais potencializa a experiência cênica e cria no espectador uma expectativa sobre a imagem que virá posteriormente, principalmente sabendo que a narrativa contada já é de conhecimento da maioria da plateia. É necessário destacar o respeito com que o grupo lida com a recepção desse público. A sensibilidade de lidar com cenas de medo e abuso de modo sincero mas sem agredir os sentidos das crianças que assistem, de assumir o jogo teatral e permitir que as mesmas se relacionem com esse duplo ator/atriz-personagem, tudo isso sem subestimar as capacidades sensoriais e cognitivas desse público.

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KIL ABREU - TEATROJORNAL

O grupo de Porto Alegre fez desse material uma fábula noturna, com bonito apelo plástico e sonoro e com abertura suficiente para não render a cena a leituras sem saída. A narrativa é bem disciplinada, apresentada em tom assentado, o que é ótimo recurso porque valoriza por contrasteas passagens violentas, que têm grande efeito sem que para isso seja necessário representar o lobo comendo literalmente avó e menina ou o caçador abrindo-lhe a barriga. O impacto é fruto do que os atores criam no verbo e que a luz e o som sublinham.O espetáculo é inusualmente escuro para uma cena pensada para crianças e esta é uma boa notícia. Luz, cenografia e trilha sonora são articulados na encenação  como que para nos colocar dentro de uma paisagem onírica, em que os sentidos não estão totalmente dados: é preciso ir atrás para divisar o que há  nos entremeios do claro-escuro.

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KIKA FREITAS - O CAFE

Peças infantis não costumam atender a todos os públicos e gostos, até pela forma que tendem a se dar, clara e específica, para atender as crianças. Na contramão dessa ideia, a peça da Cia de Teatro GOMPA trouxe uma releitura do conto capaz de surpreender todas as idades – Mesmo! [...] A linguagem adotada consegue contemplar o público de forma não invasiva, onde os exemplos dados atendem a percepção de cada um, sem impor que um adulto se sinta infantilizado, ou uma criança aborde temáticas precocemente. Melhor que isso, abre precedentes para que os pequenos compreendam melhor uma linguagem mais artística e possam crescer culturalmente. Bravo!
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JOSÉ HENRIQUE ALVES - CRÍTICA E DIÁLOGO JH

O Projeto Gompa brilhantemente protagoniza um das versões primordiais do conto de Chapeuzinho Vermelho. Criando um espetáculo onde permeia várias camadas da história, e ainda tendo a coragem de trazer aos olhos do público uma versão que se aproxima da original. Com isso, mexendo no imaginário do público e ainda explorando sensações que ficam marcadas na memória de todos.
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DANIELE AVILA SMALL - O VALE

O espetáculo coloca em cheque uma ideia de teatro para crianças que é sempre solar e colorido, que coloca todas as fichas na extroversão e toma a criança como um ser para quem tudo precisa ser minuciosamente explicado.

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