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MERETRIZES

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MERETRIZES é um espetáculo que mescla teatro, piano ao vivo e histórias reais contadas em cena para mostrar fragmentos de vida de profissionais do sexo. A partir de relatos reais, a obra documental traz histórias de mulheres que tem suas vidas cerceadas pelo preconceito e discriminação, atestando a urgência de trazer este debate para a cena. Por meio de uma mescla entre a atuação multifacetada de Liane Venturella e a presença real destas profissionais em cena, a peça, com aspectos performativos, faz o espectador perceber o quão próximos estamos dessas realidades, cotidianamente silenciadas. MERETRIZES conta ainda com trilha sonora original executada ao vivo pela grande pianista Catarina Domenicci, sendo um grito por respeito a todas as mulheres e a todas suas escolhas pessoais e profissionais.

 

Como sabemos, a personagem da prostituta está presente em diferentes narrativas ao longo dos séculos; a particularidade de MERETRIZES é que toda a dramaturgia é feita a partir de relatos reais de profissionais do sexo, que foram ouvidas por mais de um ano pela equipe do espetáculo, além do testemunho que é dado pelas próprias profissionais em cena. Trata-se de uma proposta inovadora dentro da cena teatral brasileira: em cada cidade, MERETRIZES deseja propor o diálogo entre as artistas e profissionais do sexo locais, sensibilizando o espectador para diferentes realidades. O espetáculo pode ser realizado tanto em salas tradicionais de teatro, como em cabarés, bares e espaços alternativos.

FOTOS

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FICHA TÉCNICA

Direção: Camila Bauer

Elenco: Liane Venturella

Trilha sonora original e piano ao vivo: Catarina Domenici

Participação especial em Porto Alegre: Paula Assunção e Soila Mar

Dramaturgia: Camila Bauer e Liane Venturella, a partir dos relatos de diferentes profissionais do sexo

Pesquisa em História Oral/ Entrevistas: Juliana Wolkmer

Ambientação cenográfica, iluminação e videografia: Isabel Ramil

Figurino: Liane Venturella

Consultoria: Paula Assunção, Monique Prada e Soila Mar

Voz na canção Figueira Maldita: Lívia Itaborahy

Arte gráfica: Mitty Mendonça

Assessoria de imprensa: Léo Sant’Anna

Mídias sociais: Natália Severo

Fotografia: Laura Testa

Direção de produção FAC: Fabiane Severo

Assistente de produção FAC: Silvia Duarte

Realização e produção geral: Projeto Gompa

Apoio: NEP (Núcleo de Estudos sobre a Prostituição), Fatal Model, Theatro São Pedro, Sala Terpsi.

Financiamento: FAC RS - Sistema Pró-cultura RS

 

Agradecimentos: Adriana Marchiori, Alemoa da Alfândega, Andressa, Antônio Hohlfeldt, Alice Kuhn da Silva, Álvaro RosaCosta, Arnon Oliveira, Babi Barelli, Beto Chedid, Bethy Krieger, Carla Almeida, Carlota Albuquerque, Caroline Garcia, Cia IncomodeTe, Departamento de Arte Dramática da UFRGS, Dete da Alfândega, Dilmar Messias, Drika, Edla Bauer, Eduarda Rhoden, Elcio Rossini, Espaço de Arte Viandante, Eugenia Del Vigna, Eulália Figueiredo, Fabrício Furtado, Felipe Bauer, Fórum ONG AIDS, Frida Carla, GAPA RS, Garotas da Malcon, Garotas La Casa das Primas, Giovana Soar, James Correa, Jefferson Teixeira dos Santos, Julia Bueno, Kelly, Laura do Mercado Público, Laura Hickmann, Letícia Vieira, Lívia Itaborahy, Luciana Éboli, Luiza Waichel, Luizinho Santos, Niltamárã Gomes, Pedro Bertoldi, Rejane Padilha dos Santos Brum, Ricardo Vivian, Sandra Possani, Sabrina, Sala da Mimi da Salgado Filho, Sociedade Italiana  de Alvorada, Suzy Vieira, Tina Taborda, Virginia Anderle e a todas as meninas que direta ou indiretamente influenciaram na criação desta obra.
 

CIDADES

Porto Alegre (RS), Alvorada (RS), Viamão (RS)
 

TEASER

MINIDOC

PROJETO DE VENDA 

Meretrizes

RIDER TÉCNICO

Mapa de Luz

IMPRENSA

CRÍTICAS

NORA PRADO

 

“Numa proposta de cabaret, animado e divertido, o espetáculo abre em grande estilo recebendo o público informalmente ao som do piano lindamente executado por Catarina, enquanto Liane na figura de uma cafetina espanhola, atrevida e exuberante, aborda homens e mulheres quebrando o gelo e nos colocando no clima de cumplicidade pretendido. 
 

A direção segura de Camila, encontra na figura carismática e versátil de Liane, a atriz ideal para dar vida a tantas mulheres que o grupo entrevistou ao longo da pesquisa que aborda as questões relativas à profissão realizada por essas mulheres cuja atividade é vista com desprezo, preconceito e muita fantasia por parte da sociedade em geral. Aos poucos, vamos entrando na vida destas ilustres desconhecidas cuja matéria, consistentemente construída por Liane, ganha alma bem na nossa frente. Com recursos de postura, gesto e entonação de voz, Liane empresta personas diferentes a cada nova narrativa, ora engraçada, inusitada, trágica ou desconcertante. Através dela vão se desdobrando uma galeria de mulheres que optaram pela vida do meretrício por inúmeras razões, desde a mais óbvia, como conseguir dinheiro rápido e fácil, até outras menos evidentes. 
 

Entre uma narrativa e outra, com apenas uma troca básica de figurinos, e uma atmosfera sugestiva do piano, uma nova história plena de humanidade se revela diante da plateia, absolutamente entregue e fascinada por este universo misterioso, cercado de tabu. Com simplicidade, há algumas quebras da ilusão, quando Liane “sai da personagem” para tecer algumas breves observações, retornando, imediatamente, e sem perder o fio da meada. Quantas mulheres invisibilizadas e perseguidas, brutalmente estigmatizada pelos familiares e apartadas da sociedade pelos ditos homens e mulheres de bem, cuja hipocrisia, inutilmente, tentam negar a sua função social. 

É comovente assistir uma atriz no pleno domínio técnico e emocional do seu ofício, numa entrega digna das grandes artistas. Um espetáculo para ser visto mais de uma vez e para ser apresentado para grandes plateias, pois certamente abre espaço para o debate e reflexão sobre o desejo, sexualidade, afetividade, solidão e incomunicabilidade, temas centrais da condição humana. 
 

(…) Para que o feminismo cumpra a sua função social com justiça, democracia e igualdade de direitos. Um trabalho que honra a profissão mais antiga do mundo e trata as suas personagens com delicadeza e respeito. "

Leia a crítica completa aqui.



 

BRUNA TESSUTO

 

"E se quem contasse a história fosse justamente quem a viveu? E se essa pessoa ganhasse voz para tal feito? Podemos, enquanto artistas, criar peles que não são nossas, narrativas que não são nossas. Podemos também, com isso, através da ficção, emocionar, tocar, fazer refletir. Mas é um fato: a porrada é sempre diferente quando os relatos são vindos de quem viveu a história. O ponto de vista olhando de fora é um, encarando de dentro é sempre outro. Foi isso que me fisgou a assistir "Meretrizes", protagonizado por Liane Venturella e dirigido por Camila Bauer, no Teatro Oficina Olga Reverbel, em Porto Alegre.

 

Através de uma pesquisa feita com profissionais do sexo, o espetáculo traz depoimentos reais de mulheres que vivem ou que viveram da profissão. A grande maioria interpretados por Liane, que impressiona pela versatilidade em compor corpos e vozes absurdamente diferentes entre si. Outras mulheres nos são apresentadas no telão, mostrando seus próprios rostos. Mulheres que caem fora do estereótipo que a sociedade nos faz engolir. Mulheres casadas, mulheres realizadas com o que fazem, mulheres que não desejam o mesmo para os filhos, mulheres que trabalham escondidas da família, mulheres que nos abrem as portas das dificuldades, das dores, das histórias e das belezas da profissão.

 

No meio do espetáculo, lembro de ter pensado: "ainda bem que encarei a chuva em pleno domingo e vim". Com a capacidade máxima do teatro atingida e com pessoas sentadas até mesmo no chão, concluí que se tratava daqueles trabalhos que te fazem abrir uma possibilidade de visão, o famoso "tirar a venda dos olhos". Usando o riso como aliado, senti o texto me pegando pela mão e me dizendo: "vem aqui que vou te mostrar o que tu ainda não viu".

 

Quando pensei já ter mergulhado bastante no universo e deduzi que o espetáculo se encerrava por ali, aconteceu o plus. Liane chamou ao palco duas das mulheres que deram seus depoimentos. Estavam na plateia. Alguém desconfiaria? É bom lembrar que prostituta não tem cara. Com o microfone na mão, em uma imagem que representa a possibilidade de se ter voz, passaram a responder perguntas e contar curiosidades. O que você perguntaria? Com o que iam contando, fui percebendo que eu nem teria conseguido formular determinadas perguntas por nunca ter pensado a respeito de certos fatores da vivência.

 

É de emocionar, de rir, de impressionar e de aplaudir de pé. É também de perceber que uma realidade diferente da que vivemos não está necessariamente distante. Uma prostituta pode estar sentada ao seu lado no transporte público ou ser sua colega na universidade. Pode também ser alguém da sua família. Isso te causa surpresa ou normalidade?"

Leia a crítica completa aqui.

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